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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Contos do Nelsão(4)

Em sua corrida de despedida da F-3, em Silverstone, que venceu, Nelson recebeu um elogio de Jackie Stewart: "Tenho certeza de que no próximo ano você estará festejando uma vitória com aquela enorme garrafa de champanha que os pilotos ganham na Fórmula-1." (Marcio Adriano)

Em uma entrevista concedida à revista Auto Esporte, Nelson respondeu uma pergunta que demonstra o nível de talento, de originalidade e de consciência profissional que já possuía antes mesmo de se tornar um piloto de Fórmula 1. Perguntou o repórter:
- Que conselho você daria a quem vai começar a correr de F-3, agora?"

A resposta de Nelson:

"Antes de pensar em acelerar como um alucinado, tentando vencer no braço, no talento natural, pensar um pouco mais na parte mecânica, nos acertos. Por exemplo, convencionou-se que na chuva o carro deve ter mais barra, aerofólio e toda a pressão aerodinâmica possível. Em Silverstone, um circuito de alta velocidade, com três grandes retas, todo mundo fazia isso. Um dia, apareci em plena chuva com aparato de um carro acertado para o seco. Tirei toda a pressão aerodinâmica. Riram na minha cara. Larguei e, nas duas primeiras curvas, fazendo bem devagar, um monte de gente me passou. Nas retas, eu passava por eles como um foguete até que peguei a dianteira e fui abrindo lentamente. Acelerava nas retas e fazia as curvas bem devagar, com todo o cuidado. Foi talvez a minha vitória mais fácil. (Marcio Adriano)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Contos do Nelsão(3)

Pra hoje uma rapidinha:

Cena 1 - Em 1974 quando foi inaugurado o autódromo de Brasília, designaram um garoto para limpar o capacete de Carlos Reutmann. Quando o garoto lhe entregou o capacete, o Reutmann olhou para o capacete e disse: "Garoto você não serve nem para limpar meu capacete"
Cena 2 - Em 1981 Piquet ganha o seu primeiro campenonato em cima de Carlos Reutmann, vira para ele e diz: "Para limpar seu capacete eu não sirvo, mas talvez você possa limpar o meu que é de Campeão Mundial".

domingo, 10 de agosto de 2008

Senna não é Vettel

Anteontem coloquei aqui que Gerhard Berger estaria disposto a ceder um teste a Bruno Senna na Toro Rosso, já que Vettel vai para a Red Bull. Mas ele disse antes e volta a frisar que não há absolutamente nada decidido.

"Bruno Senna é bom o bastante para a F-1, mas o mesmo pode ser dito sobre Roman Grosjean e Sébastien Buémi", falou o austríaco.
"Porém, até agora, nenhum desses três me convenceu totalmente. Podemos dizer que ainda não temos um novo Vettel", completou.

Menos treinos, mais corridas

Tem gente que critica a diminuição do número de treinos livres(entenda-se aí como os reclamões das montadoras). Mas pra Nick Heidfeld, isso é o de menos, além de ser a favor do maior número de corridas durante o ano.

"Estou ansioso para termos mais GPs no futuro", disse o alemão. "Não me importo de fazer menos testes, pois gosto de todas as corridas. Quero muito ir para a Índia e para os outros lugares que estão sendo cogitados", declarou.

sábado, 9 de agosto de 2008

Sessão Pipoca

Mais uma sessão do blog, dedicada a filmes em geral, mas de preferência que tenham algum apelo automotivo. E infelizmente, a sessão é obrigada a estrear em luto.

Morreu nessa madrugada o ator Bernie Mac, 50 anos, morreu na madrugada deste sábado em um hospital de Chicago por causa de uma complicação da pneumonia que apresentava, informou a rede de televisão CNN.

Mac atuou, além de em Onze Homens e Um Segredo, em As Panteras - Detonando e em Transformers, como o hilário Bob Bolívia, o muquirana vendedor de carros que vende Bumblebee.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Senna pode fazer teste na Toro Rosso


Li agora há pouco que Bruno Senna pode ser chamado por Gerhard Berger - sócio da equipe Toro Rosso e "padrinho" de Senna - pode ceder um teste ao "primeiro-sobrinho". Mas o ex-piloto de F1 é categórico em dizer que não absolutamente nada garantido sobre a vaga deixada por Vettel.

- Ainda não estou convencido. Bruno Senna é bom para a Fórmula 1, mas o mesmo se aplica a Romain Grosjean and Sebastien Buemi, também na GP2. Mas nenhum dos três me encantou totalmente. Ainda não vejo um novo Sebastian Vettel - diz Berger.

- Quero dar um teste a ele, mas não temos negociações concretas até agora.

Bruno Senna está em sua segunda temporada na GP2 e é o vice-líder do campeonato. Ele está entre os três favoritos para assumir a vaga deixada por Sebastian Vettel, que vai para a RBR. Sou franco ao dizer que não dava tanta bola assim quando vi que ele tinha começado a correr, mesmo vendo que antes da GP2 ele já demonstrava um grande desempenho por onde passou. Mas vendo as corridas da GP2 percebe-se que se pulando certas etapas na carreira o moleque tá assim, é porque feio não vai fazer. Tá muito muito longe do talento do tio, nem o Schumacher - indiscutivelmente o maior piloto de todos os tempos, junto com Ayrton - se considerava sob alguns aspectos superior à Senna. Pra mim ainda é cedo, precisava de mais um ano de GP2, e uma vaga de piloto de testes desde já em alguma equipe da F1, talvez na própria STR. Bruno tem talento, pouco lapidado mas tem, e parece que herdou de algum jeito o feeling do tio pra andar na chuva, a corrida em Silverstone que o diga. Tem que ir, mas que vá com o pé no lugar.

Contos do Nelsão(2)


Continuando com a série de histórias e comentários do grande Nélson Piquet.

Em 1974, Nelson Piquet disputou o campeonato brasileiro de fórmula Super Vê. A quinta etapa em Cascavel, foi desastrosa. O grid de largada foi definido por sorteio porque o equipamento eletrônico da cronometragem oficial havia quebrado. As duas primeiras baterias foram amplamente dominadas por Julio Caio de Azevedo Marques. Nelsinho terminou as duas bem distante, ficando a 12 segundos de Julio Caio na soma dos tempos. A decisão ficou para a última bateria mas era praticamente impossível descontar a diferença. Só mesmo se Julio Caio quebrasse ou... batesse.
Durante toda a terceira bateria Julio Caio veio brincando com Nelsinho. Ele usava uma primeira marcha mais longa que os demais concorrentes e, numa curva para a direita, que antecede a curva que se liga à reta dos boxes, sua saída de curva era sensivelmente mais rápida. Nelsinho andava no limite para encostar em Julio Caio e conseguia sempre fazê-lo naquela curva. Mas na saída da curva perdia terreno. Cada vez que Julio Caio saía da curva "acenava" para Nelsinho. Embora jamais tenha confessado é fácil concluir que os "tchauzinhos" de Julio Caio o irritaram profundamente. E Julio Caio pretendia levar a brincadeira mais longe.
Na última volta, depois de passar por aquela curva, Julio Caio simplesmente desacelerou e esperou Nelsinho. Queria cruzar a linha de chegada lado a lado. Percebendo a desaceleração do carro da frente e, vislumbrando a possibilidade de uma ultrapassagem, possesso, Nelsinho "afundou a bota". Julio Caio contornou a última curva mais lento que o normal enquanto Nelsinho tomou a curva muito acima do limite, disposto até a passar por cima de Julio Caio. E foi o que fez. Bateu na roda traseira do carro de Julio Caio, arrancando-a, juntamente com a suspensão e outros pedaços do carro. Foi uma chegada tragicômica. Nelsinho cruzou a linha arrastando-se pela grama, com uma roda dependurada, obrigando o diretor de prova a voltar-se para fora da pista no momento da bandeirada. Julio Caio, sem uma roda traseira, ficou parado cinco metros antes da linha de chegada.

Confusão geral. A maioria dos cartolas levantou-se em defesa de Julio Caio. Afinal, quem aquele "candango pretencioso" pensava que era? No final das contas ainda "deram um jeitinho" de colocar Julio Caio na segunda colocação, ficando a vitória com Nelson. À noite, na entrega dos prêmios, o pobre Nelson apareceu na solenidade calçando dois tipos diferentes de sapato. "É que os pares certos estavam ruins demais." - justificou Piquet.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Contos do Nelsão


À partir de hoje começa a sessão Contos do Nelsão, contando histórias sobre o carioca de Brasília, estrategista genial nas corridas. Histórias essas que só mostram queapesar de Piquet ser muito conhecido "no populacho" pela sua irreverência exagerada, quem gosta(e entende) mesmo sabe que o cara era um gênio estrategista dos infernos, e trouxe idéias revolucionárias pro automobilismo.

Só pra começar:

Em Brasília, no final da década de 60 e início dos anos 70 começaram a se desenvolver, com maior intensidade, as atividades automobilísticas na cidade. E foi nessa época que Nelson teve suas primeiras experiências importantes em corridas, competindo com kart. Diz Piquet:
- Teve um ano em que pararam de fazer corridas de kart em Brasília. Eu tinha um kart com motor Parila importado e o pessoal de Goiânia me convidou para correr lá. Eu não estava querendo mais correr em Goiânia. Eu ia lá, ganhava tudo e me davam um troféuzinho de visitante muito modesto enquanto os pilotos da cidade ganhavam troféus grandes porque era prova local. Mas essa era uma corrida longa. No início não queriam me deixar correr. Depois concordaram porque meu tanque de combustível era de apenas 5 litros e acharam que eu perderia muito tempo nos reabastecimentos, já que os outros tinham tanques com capacidade bem maior. Acontece que meu kart era mais rápido e consumia bem menos. Eu liderava tranquilo, parava, voltava à corrida, recuperava a posição. Os goianos ficaram loucos e arrumaram uns caras para me bater. Acabei brigando e me desclassificaram. Eu e uns amigos de Brasília espalhamos gasolina e ateamos fogo no palanque no momento em que o prefeito fazia a entrega dos prêmios. Foi aquela correria. (Marcio Adriano)

Amanhã tem mais. Adios!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Tião vence na terra do rally

Tá começando a apertar a coisa, Hirvonen!

Notícias hiper-atrasadas, mas vamos lá.

E não é que deu Tião na terra mais tarada por rally do mundo? Sim senhores, Sébastien Loeb venceu a etapa da Finlândia, sob forte pressão de Mikko Hirvonen. A distância entre os dois? Míseros 9 segundos. Por outro lado, os dois abriram 3 minutos do segundo colocado, tamanha foi a superioridade dos dois pilotos. Latvala vinha na briga com os dois, mas bateu seu Ford quando ocupava a terceira posição na sexta de manhã, sobrando pro outro finlandês tentar segurar Loeb. E não deu.
Pra se ter uma idéia do resultado, foi a segunda vez em 17 anos que um piloto não-finlandês vence a etapa finlandesa, e a primeira vitória da Citroen desde 1962 em solo sagrado, terra de lendas como Ari Vatanen, Henri Toivonen e Tommi Makkinen. Aqui se fazem pilotos QUASE tão bons quanto os finlandeses. A única diferença é que aqui é a terra de futebol, do choppinho e do automobilismo desorganizado. Lá é a terra do hóquei, vodka e de uma paixão sem fim por botar carros pra torar no cascalho e neve. Não é à toa que de lá saíram muitos dos maiores pilotos de rally da história.

sábado, 2 de agosto de 2008

Coicidências


Bom, acho que ninguém é muito burro para não ter percebido de onde Lewis Hamilton tirou o desenho do seu capacete, o que só denota que além de um grande fã, ele sabe quem foi o melhor piloto de todos os tempos, e provavelmente o fato de ser meio apadrinhado por Ron Dennis influenciou um pouco, sendo quase que criado dentro do time onde o Chefe teve tantos triunfos.
Mas é bem esquisito ver o capacete amarelo hoje, na McLaren. Mesmo sabendo que é o inglês ali embaixo, rola uma sensação estranha de Deja Vú. Não pela comparação, Hamilton muito dificilmente vai chegar ao nível de Ayrton. Mas já volto a acreditar que um piloto que só fez cagadas esse ano e agora tá acertando o pé, e vai realizar grandes feitos na F1, do mesmo jeito que Ayrton, ironicamente, fez algumas cagadas durante o ano, encaixou a cabeça no lugar depois de Mônaco, e fez aquela corrida espetacular em Suzuka. Agora se Hamilton vai fazer como ele e levar o título, é outra história. Mas se ganhar, vai ser uma enorme coincidência.