terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Justiça Cega
domingo, 3 de janeiro de 2010
Porsche KIDS
RIO DE JANEIRO - Alguém me explica de que planeta veio esse moleque de 10 anos?
sábado, 26 de dezembro de 2009
Sai O Velho, Entra O Novo
RIO DE JANEIRO - No último dia 23, a Honda fez um teste - aparentemente coletivo - em Suzuka para testar seu novo modelo de competição, o HSV-10 GT.
Sucessor do NSX - que saiu de linha em 2005 -, tanto nas pistas quanto nas ruas, o HSV teve seu projeto abortado no final de 2008 com o corte de custos da montadora japonesa, que entre outras coisas também encerrou suas atividades na F1. Mas em 2009 a Honda voltou a desenvolver o carro em uma versão de pista para a Super GT. Mas agora você se pergunta: como a Honda conseguiu homologar o carro se ele sequer está em produção?
Simples: de acordo com o regulamento da categoria, é necessário que o carro esteja com seu projeto concluído, mas não necessariamente em estágio de produção, e graças à essa brecha é que a Honda, que é o caso do HSV. Atendendo às especificações da categoria, o motor deixa de ser um V10 e é trocado por um V8 3.4 litros, limitado em 500 cavalos, e posicionado na frente, ao contrário do NSX que é um mid-engine, com o motor localizado no meio. O som do motor é espetacular.
Outra razão muito relevante ao adiantamento da estréia do novo modelo da Honda é a iminente estréia do seu rival direto, o Lexus LF-A, tanto nas ruas quanto nas pistas. Como eu já havia dito há um mês, Ricardo Divila certamente foi para a Toyota - entre outros motivos - para trabalhar no desenvolvimento do super car na Super GT.
No mais, é uma pena, pois se encerra definitivamente a história de um dos ícones da indústria automotiva japonesa do fim dos anos 80 e início dos 90. O NSX é um carro que foi projetado para ser rápido, porém respeitando a legislação japonesa de 280 cavalos. Ou seja, só restou dar o máximo de "chão" ao carro, e nisso o carro se tornou bom como poucos, em igualdade de potência deixou alguns Porsches e Ferraris no chinelo. Mas talvez por esse motivo - sua baixa potência comparado aos "verdadeiros" super-esportivos - o carro não tenha feito sucesso entre os muito abastados, mas apesar disso é um carro cultuadíssimo entre entusiastas, especialmente os de carros nipônicos.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Voltou Atrás

RIO DE JANEIRO - E eis que a Petronas, que na semana passada anunciou que não patrocinaria de fato nenhuma equipe, agora diz que voltou atrás e vai patrocinar a Mercedes, agora Mercedes Petronas. A equipe liberou uma nova versão da montagem que saiu há um tempo, já com o azul "windows 95" pintado e o nome Petronas nos aerofólios e lateral do carro. Misturado ao prata, ficou esquisito.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
JUSTIÇA
RIO DE JANEIRO - A notíca publicada há alguns dias por um jornal finlandês se confirmou hoje: a justiça foi feita, e Kamui Kobayashi conseguiu sua vaga na Fórmula 1.O nipônico de 23 anos que supreendeu a todos nos GPs do Brasil e de Abu Dhabi por andar rápido, com consistência e por bater de frente com carros mais rápidos sem medo, ao melhor estilo "kamikaze driving". Tais qualidades agradaram à Peter Sauber, que decidiu contratar o piloto japonês.
"Particularmente em Abu Dhabi, ele demonstrou que não só pode correr rápida e agressivamente, mas também que tem habilidade para implementar uma estratégia de maneira bem-sucedida. Estou convencido de que ele tem muito potencial e poderá concretizar isso na nossa equipe", afirmou Sauber.
Eu sou suspeito para falar. Quem me conhece sabe que puxo uma sardinha para os pilotos japoneses, mas vou me manter com um pé atrás, pois no fim das contas o histórico dos japoneses na F1 não é exatamente expressivo.
Pode ser um Alesi da vida? Sim. Mas desconfio que, tendo carro e condições, não será esse o destino de Kobayashi-kun...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A Lista
Vamos aos furos: primeiro quanto a Red Bull, que não confirmou motor, e na Toro Rosso, que confirmou Alguersuari para 2010.
E gostei de ver essa motorzada toda da Cosworth. Bons tempos akeles dos anos 70, em que praticamente só a Ferrari não usava um veoitão Ford 3 litros...
Vodafone McLaren Mercedes
1) Jenson Button
2) Lewis Hamilton
Mercedes GP
3) Nico Rosberg
4) TBA
Red Bull Racing (motor Renault)
5) Sebastian Vettel
6) Mark Webber
Scuderia Ferrari Marlboro
7) Felipe Massa
8 ) Fernando Alonso
AT&T Williams (motor Cosworth)
9) Rubens Barrichello
10) Nico Hulkenberg
Renault F1 Team
11) Robert Kubica
12) TBA
Force India F1 Team (motor Mercedes)
14) Adrian Sutil
15) Vitantonio Liuzzi
Scuderia Toro Rosso (motor Ferrari)
16) Sébastien Buemi
17) TBA
Lotus F1 Racing (motor Cosworth)
18) TBA
19) TBA
Campos Meta 1 (motor Cosworth)
20) TBA
21) Bruno Senna
US F1 Team (motor Cosworth)
22) TBA
23) TBA
Virgin Racing (motor Cosworth)
24) Timo Glock
25) TBA
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Virando a casaca
RIO DE JANEIRO - Após 14 anos como engenheiro sênior na Nissan Europe e na Nismo,11 títulos - entre pilotos e equipes - na Super GT e quatro títulos na F-Nippon, Ricardo Divila assume o cargo de engenheiro-chefe na Toyota SARD, equipe oficial da montadora na Super GT. Praticamente uma virada de casaca.Já são os carros campeões da atual temporada, com o toque de Midas de Divila, a coisa tende a melhorar.
Ah, sim...o carro em questão é o Lexus SC430, essa belezura aí da foto. Não chega aos pés dos Supras, mas ainda é lindo que dói.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Vai Quebrar...

RIO DE JANEIRO - Por mais que a foto seja auto-explicativa, segue essa reportagem do G1 denunciando várias falhas no motor EA111, que equipa os novos Gol e Voyage, e o Fox(blergh).
OK, dDizer que o velho APzão é melhor que esse é um tanto errado. Pode ser um bom motor, mas é velho, beberrão para os padrões atuais, enfim, defasado. Mas não dá problemas absurdos como esses relatados, e pior, ainda jogam a culpa em lubrificante, que nesses casos é a última coisa que pode justificar o problema.O que não pode é uma montadora como a VW que ficou anos e anos na ponta das vendas meter os pés pelas mãos desse jeito. Tudo, claro, visando lucro. E o povo adora e compra, afinal, é VW, e "volks não quebra".
Nota do Blogueiro(30/10/09): Me contaram hoje que é o primeiro anel (superior) que tá dando pau, e que o fornecedor enviou na especificação correta, foi erro de projeto da engenharia VW que fez uma alteração no projeto do motor e não alterou o anel.
Se procede, não sei, mas não duvido.
Não sei quando o brasileiro vai acordar e perceber que o tempo dos Fuscas, Opalas e Passats já se foi há pelo menos 20 anos.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
O Primeiro Bi

RIO DE JANEIRO - A temporada 2009 do D1 Grand Prix Series - torneio japonês de drift - consagrou seu primeiro bicampeão em 9 anos de existência. Imamura Youichi(Team BOSS with POTENZA D1 Project) conquista o bicampeonato do D1GP Series também na última etapa, em Fuji.
Imamura, como todos os pilotos do D1, se criou correndo nos típicos pontos de drift: montanhas e zonas portuárias. Já participava de campeonatos amadores, e ingressou no D1 desde o início, em 2001, guiando o AE86. Em 2002 entra para o Apexi Team D1 Project guiando um Altezza, e no mesmo ano troca de carro, passando a pilotar o lendário Apexi FD3S(denominação de chassi da última versão do Mazda RX-7), e em 2003 se sagra campeão antecipadamente. Nos anos seguintes continua entre os melhores, mas sem maiores chances de título.
Em 2006 a Apexi sai do D1 e Imamura vai para a Top Secret substituir Miki Ryuji, mas tem problemas durante o ano com o carro. Após uma melhora pouco significativa, o time sai da categoria, e Imamura vai para o Team Boss, e disputa o campeonato de 2008 cabeça-cabeça com Saito Daigo, perdendo o título num duelo entre os dois. Nesse ano a briga pelo campeonato foi com Tezuka Tsuiochi, da Bee R, mas dessa vez Imamura levou o caneco pra casa.
2001 - Nobuteru Taniguchi
2002 - Ueo Katsuhiro
2003 - Imamura Youichi
2004 - Miki Ryuji
2005 - Kazama Yasuyuki
2006 - Kumakubo Nobushige
2007 - Masato Kawabata
2008 - Saito Daigo
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Rio 2016

RIO DE JANEIRO - Diante da catástrofe olímpica ocorrida hoje, tenho muito o que escrever, mas não considero tal evento digno disso.
Estou supondo que o Rio vai ganhar, dentro de menos de uma hora, o
direito de sediar as Olimpíadas de 2016.
O que vai acontecer?
Por pressão do Comitê Olímpico Internacional (COI), o Rio terá que
melhorar sua estrutura de transportes, serviços e esportes. Isso custa
caro, vai ser provavelmente financiado pelo BNDES (ou seja, por mim,
por você, por todos os brasileiros que pagam imposto) ou a fundo
perdido (muito pior) pelos Governos federal, estadual e municipal.
Antes de continuar, uma historinha que aconteceu comigo há uma semana.
Estava eu na fila de um mercadinho, atrás de um motorista de ônibus.
Eis que chega o cobrador, pega um picolé, e entra na minha frente.
Falo para ele: “Senhor, eu cheguei à fila antes”, no que sou ignorado.
Abre o caixa ao lado. Antes que eu possa me movimentar para lá, chega
uma mulher correndo com suas compras e entra na minha frente. Em
nenhum dos casos a caixa se manifestou, no que deixei minhas compras e
fui embora.
Esse povo que fura fila, rouba no troco, liga pra mulher do telefone
do trabalho, é o mesmo que reclama da corrupção dos políticos. A
classe política brasileira é corrupta porque o brasileiro é corrupto.
Queremos levar vantagem em tudo, mesmo que isso represente uma
desvantagem para outra pessoa. Não é um de nós, dane-se.
Sim, o índice de corruptos no Brasil é altíssimo. E corto meu pênis se
não houver desvio de verbas na organização do Rio 2016 (e olhe que
quero ter 12 filhos!). O meu dinheiro, o dinheiro dos fluminenses duas
vezes, o dinheiro dos cariocas três vezes será usado para financiar os
jogos olímpicos do Rio e o bolso dos oportunistas que lá estiverem.
Peguei no Twitter dado que o orçamento inicial do Pan era R$409mi e o
total gasto foi R$3,5bi. O orçamento inicial dos jogos olímpicos no
Rio é R$28,5bi. Multiplique por 8, caso o “erro de estimativa” seja o
mesmo do Pan, e veja o estrago.
Pode-se contra-argumentar que esse dinheiro será investido em
melhorias. Parte dele sim, mas não compensa. O déficit de uma
olimpíada pode levar até 30 anos para ser pago, e o Rio tem outras
prioridades. O Rio tem graves problemas de transporte e segurança
pública, para citar os dois mais patentes. Acha que os investimentos
das olimpíadas resolverão isso? Durante o Pan, parte do problema
deveria ter sido resolvido, e não foi.
Haver-se-á de apelar para os famosos “jeitinho brasileiro” e
“malandragem carioca”, e esses serão os efeitos mais nefastos da
olimpíada de 2016 no Rio. Para resolver o problema de transportes,
serão feitas obras superfaturadas e às pressas, sem segurança (lembra
do buraco do Metrô em São Paulo?). Vidas serão ceifadas.
Por falar em vidas, e a segurança? Você acha realmente que o Rio
consegue minimizar seus problemas de segurança pública em menos 7
anos? O que ocorrerá é uma das 3 opções: dinheiro por fora para as
milícias para fazerem uma limpeza; dinheiro por fora para os
traficantes para segurarem o crime durante os jogos olímpicos;
política de segurança truculenta e homicida, matando culpados e
inocentes juntos (e quem me conhece sabe que eu não sou um
“direitos-humanos-fag”, defendo a firmeza contra o crime), levando a
violência policial a níveis nunca antes vistos. Vidas serão ceifadas.
De novo.
Mais mortes, mais dívidas, mais problemas. É isso que queremos? É isso
que teremos. E Lula é o primeiro do coro das polianas, aliás. Madri
terá problemas se levar, e duvido que leve, mas serão problemas bem
menores. O Rio vai levar. E nós vamos levar também. No rabo







